Licença-maternidade, assédio e discriminação: saiba quais são os direitos da mulher no trabalho

Entenda os direitos da mulher no ambiente de trabalho: licença‑maternidade, proteção contra assédio e discriminação.

A legislação brasileira consagra vários direitos para mulheres no ambiente de trabalho: licença‑maternidade, estabilidade no emprego, proteção contra assédio (sexual e moral) e garantia de igualdade de oportunidades. Contudo, desafios persistem: assédio silencioso, discriminação salarial, falta de políticas efetivas de denúncia, desigualdade nas promoções. Atualizar-se sobre leis, normas e decisões recentes é essencial para que mulheres possam exercer plenamente seus direitos.

Licença‑maternidade e direitos de gestantes

  • Conforme Constituição Federal (art. 7º, inciso XVIII), a licença‑maternidade é de 120 dias, sem prejuízo do emprego e salário; empresas participantes do Programa Empresa Cidadã podem estender o período para 180 dias.
  • Estabilidade provisória: desde confirmação da gravidez até 5 meses após o parto, vedadas à empregadora a dispensa sem justa causa nesse período.
  • Gestantes têm direito à dispensa remunerada para consultas e exames complementares inerentes à gestação, sem prejuízo do salário.
  • Em casos de trabalho insalubre ou prejudicial, lei ou norma regulamentadora específica pode determinar afastamento ou adaptação do local de trabalho para proteger saúde gestacional.

Assédio (sexual e moral): definições, como denunciar

  • Assédio sexual: comportamento com conotação sexual que humilha, constrange, solicita favores sexuais, uso de gestos ou palavras ofensivas de teor sexual — configura crime ou infração trabalhista dependendo do contexto. Lei nº 10.224/2001, interpretação penal e CLT.
  • Assédio moral: repetidas práticas que atinjam dignidade, causem humilhação, isolamento, exigências abusivas ou sobrecarga sem justificativa.
  • Como denunciar:
    1. Registrar os fatos e guardar provas (mensagens, e‑mails, gravações, testemunhas).
    2. Notificar formalmente a empresa ou setor de recursos humanos; se existir sindicato, buscar orientação.
    3. Levar o caso ao Ministério Público do Trabalho ou Varas do Trabalho.
    4. Possível ação judicial para indenização ou reintegração/estabilização no emprego.

Discriminação de gênero: salários, promoções, oportunidades iguais

  • A Constituição Federal estabelece igualdade de direitos entre homens e mulheres; CLT, legislações específicas e convenções coletivas reforçam esse princípio.
  • Exemplos de discriminação salarial: empregadas sendo pagas menos por atuação idêntica ou equivalente, sem justificativa objetiva.
  • Promoções: recusa ou limitação de promoção, treinamentos, cargos de liderança com base em gênero configura discriminação.
  • O empregador deve garantir oportunidades iguais, condições de trabalho, benefícios compatíveis, licença‑maternidade/paternidade adequadas, ambientes seguros.

Exemplos judiciais / casos práticos

  • Casos em que mulheres receberam indenização por assédio sexual ou moral.
  • Demandas em que justiça reconheceu discriminação salarial entre homem e mulher na mesma função.
  • Exemplos de empresas que foram condenadas a adaptar condições de trabalho para gestantes em ambientes insalubres.

Onde buscar apoio legal

  • Órgãos competentes: Ministério Público do Trabalho, Defensoria Pública, Varas do Trabalho.
  • Sindicatos de categoria; ONGs voltadas aos direitos da mulher.
  • Advogado especializado em direito do trabalho ou em direitos da mulher.
  • Importância de registrar provas desde o início, não minimizar comportamentos abusivos; buscar apoio institucional.

Viagem com crianças e adolescentes: quando a autorização é obrigatória e o que a lei realmente exige

As regras para viagens nacionais e internacionais envolvendo crianças e adolescentes dependem de quem acompanha o menor e do destino. Quando viajam com ambos os pais, nenhuma autorização é necessária. Entretanto, viagens internacionais com apenas um dos responsáveis, ou deslocamentos nacionais desacompanhados ou com terceiros, exigem autorização por escrito ou determinação judicial. O objetivo da norma é garantir segurança e prevenir violações de direitos, incluindo risco de desaparecimento e tráfico internacional.

Saiba mais »

Férias interrompidas por mensagens de trabalho: o que diz a lei e quais são os riscos para o empregador

O uso do WhatsApp para cobrar tarefas durante as férias viola o direito à desconexão e contraria a CLT, que determina que o período deve ser destinado exclusivamente ao descanso. A insistência do empregador em manter contato profissional pode gerar pagamento de horas extras, indenização e invalidação das férias. A Justiça do Trabalho tem reconhecido a prática como abuso e interferência no repouso garantido por lei.

Saiba mais »

Imóvel na planta: quais garantias você tem e quais riscos jurídicos precisam de atenção antes da compra

A compra de um imóvel na planta oferece vantagens financeiras, mas envolve riscos que exigem análise jurídica cuidadosa. O contrato deve detalhar prazos, garantias, cláusulas de atraso, direitos de desistência e responsabilidades da construtora. Normas como o Código de Defesa do Consumidor e a Lei de Incorporações garantem proteção ao comprador, mas apenas quando as informações são claras e completas.

Saiba mais »
Política de Privacidade

Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.